Pensa em uma mulher dentro do padrão de beleza imposto pela mídia e pela sociedade. Então, eu nunca fui e nunca vou ser como essa mulher e eu ainda não consegui aceitar completamente esse fato. Aliás, muitas mulheres ainda também não conseguiram... não aceitam o simples fato de serem diferentes, de serem únicas. A sociedade diz tanto que devemos fazer parte de um padrão de beleza que na verdade é incansável... Já percebeu que é raro ouvirmos essas mesmas pessoas impor empoderamento, a força para as mulheres e incentivando nadar contra a maré de manequins 38? De fato, a sociedade é tão louca e tão vazia que não se importa se somos mulheres vazias e mal amadas por nós mesmas, fazendo parte do padrão de beleza, está tudo bem. Mas já chega! Eu não quero mais ser essa mulher, eu não quero mais estar dentro dos padrões de beleza da sociedade, eu não quero ser perfeita! Eu só quero ser mulher, com todos os meus defeitos, quilos a mais, manchas, cabelo com pontas duplas, celulite, estrias entre outras perfeitas imperfeições. Depois de sofrer tanto com a ditadura da beleza, tentando ser o que eu nunca seria, hoje eu só quero ser eu mesma, eu não quero mais ser como a modelo da capa da revista, como a blogueira fitness, eu não quero ser como a atriz da globo, eu só quero ser eu mesma, sem medo, sem cobrança, aceitando tudo em mim, enxergando que eu sou linda da minha forma e todas as outras mulheres também, e que a beleza de uma outra mulher não significa a ausência da minha. Eu estou aprendendo a não querer ser somente uma mulher bonita, mas antes de mais nada ser uma mulher inteligente, forte, empoderada, que tem amor próprio e que não precisa mais se encaixar para se aceitar, para se amar. Comece uma revolução, comece a se amar.

Sabe porque a gente não se ama? Porque desde a barriga de nossas mães nos fomos ensinados a não nos amar. Desde o inicio alguém impôs um padrão de beleza, e então todos aqueles são diferente desse tal padrão, estão "condenados" a sofrerem até se amarem. E porque? Porque para uma sociedade inteira mudar de opinião, não é da noite para o dia, não é uma tarefa fácil e sim um trabalho diário. E esse trabalho começa com nos mesmos, em nos aceitarmos, aceitarmos que somos diferentes, que nenhum corpo é igual ao outro, que temos cabelos, cores, e sabores diferentes. E sobretudo entender que esse é o gostoso da vida, sermos todos diferentes, não encontrarmos ninguém igual a nos, já parou para pensar o quanto isso é incrível? Pode até ter pessoas parecidas, mas ninguém igual. Ninguém tem seus trejeitos, ninguém sorri como você, e a sua risada? Ela definitivamente é única, e o jeitinho que você mexe no seu cabelo? Eu nunca vi ninguém fazer igual. Se ame, se liberte, se olhe no espelho e goste do que vai ver, aceite todas os seus defeitos e falhas, alias, quem foi que disse que são defeitos? Não nos amamos porque a gente se vê com os olhos dos outros, e não com os nossos próprios olhos.
AMOR PROPRIO
Definitivamente eu não me encaixo nessa geração. Geração do desapego, do desinteresse. A famosa geração do tinder e dos esqueminhas. Tal geração onde depois de um encontro nenhum dos dois ligam no dia seguinte, mas ambos esperam o outro ligar. Acho que eu sinto demais pra me encaixar nessa geração tão moderna e tão vazia, onde todo mundo finge não sentir nada, mas sentem até demais. Eu gosto mesmo é de trasbordar, e não me importar com o que os outros vão pensar, ligar no dia seguinte e dizer como os olhos dele são lindos e o quanto quero vê lo novamente. Eu gosto de dispensar o jantar formal e ficar abraçadinhos vendo as luzes da cidade do alto, eu gosto mesmo é de planejar o futuro mesmo sabendo o quão incerto ele é. Eu não sei porque essa nova geração tem tanto medo de se apaixonar, de se apegar, de se entregar, e de transbordar. Sendo que o que for pra ser, simplesmente será, independente de qualquer coisa. Porque não nos jogarmos e sentir toda a intensidade que é estar envolvido com alguém, sem medo de nada? Porque não nos abraçarmos e deixarmos o tempo parar por um momento. Não precisa ser "para sempre" precisa ser aqui, e agora.  Não tenha medo de sentir, tenha medo de não sentir.