Não há como deixar passar esse sentimento no qual a geração atual trata como problema. Com isso, influenciando outras pessoas e as demais conhecidas a torna-lo um"risco de sofrimento". Para piorar, perdem oportunidades de conhecer, possivelmente, a mulher da sua vida que pode ser aquela com cabelo desarrumado e ouvindo música às 7 horas da manhã na sala de aula ou esbarrou em você na parada de ônibus mais próxima de casa. Como prova disso, acredito ter perdido a minha chance. 

Se eu lembro do ano, acho que era 2012. Era um adolescente tímido, muito envergonhado por ter uma cabeça grande e me achar bastante feio, além de não saber chegar nas pessoas. Naquela época, a minha paixão era voleibol. Não largava da televisão para assistir um jogo de Superliga ou Liga Mundial. Não importava! Só queria ver o vôlei brasileiro em ação. Portanto, busquei jogar isso para me motivar mais. A partir disso, o mesmo adolescente não sonhava como a vida iria mudar por conta de uma pessoa. É como a pessoa se materializasse dos seus próprios sonhos e ganhasse forma. Enfim, ganhou mesmo. Uma adolescente de cabelos longos, também apaixonada por vôlei estava ali se divertindo, pois jogara a mais tempo da mesma forma que treinava para ser a melhor.  
Como eu iria chegar numa garota tão linda?! Olhos esverdeados como esmeraldas e um sorriso que desmonta até o mais desacreditado no amor. O voleibol foi realmente nos aproximando, não posso negar Parecendo um elo de ligação entre a realidade e a felicidade na qual estava por vir. Eu não sabia, ainda... E a mágica foi acontecendo. Final de 2012 para início de 2013 foi onde eu senti que poderia ser ela. Não é porque encontrei a literatura, começando por Fanfic. Foi além. As palavras, os cuidados e os jeitos não eram vazios e jogados ao ventos juntamente das escritas via internet. A própria palavra me fez acreditar que uma adolescente tão linda existisse. Tão doce, muito simples. É assim que me encontrei em Brenda Dias. 
Mas o adolescente desajeitado encontrou o maior furacão de sua vida. Tantos problemas pessoais, pensamentos autodestrutivos e quem estava colorindo onde ganhava coloração de tristeza? Em 2013, uma música foi apresentada pela mesma Brenda e acabei reconhecendo uma frase só nesse ano de 2016. Tempos distantes, né? Mas foi em 2013 que conheci Nando Reis e a música De Janeiro a Janeiro. E um trecho acabou ganhando vida em minha própria vida.
Eu te amarei de Janeiro a Janeiro, até o mundo acabar.
Pulando para 2016, onde em 2013 não tinha coragem de tomar uma atitude no qual poderia ser decisivo para minha felicidade teoricamente, tudo mudou. Concluo o ensino médio e as vidas vão para caminhos opostos totalmente mostrado por Drummond. Mas não foi motivo para se afastar e acabamos nos unindo mais. Até que no meio desse ano, fui assistir Me Before You ao lado da mesma Brenda. E senti o que era mais bonito: amor. Mostrado além das telas por Will e Louise, era algo que ganhou vida desde a adolescência. Ele é paciente, cuidadoso e companheiro. Nunca te deixa na mão e te surpreende quando mais precisa. Sem julgamentos, problematizações. Estará lhe fazendo feliz como só imaginas em sonhos ou vídeos de casais se encontrando no YouTube. Receber cafuné por uma mão que sonhava segurar apaixonado anos atrás, cuidava de mim em uma sessão de cinema.
Quem planta amor, colhe amor e distribuir amar. É assim que superei o medo de "errar": Amando. Amar o próximo sem temer as consequências, pois só há ganhos com a pureza do mundo. Praticando isso indiretamente, encontro Ruama de Souza do Rio de Janeiro na qual considero melhor amiga sem vergonha nenhuma, mesmo sendo amizade virtual. O amor é tão forte e predominante no meu dia a dia que leria vinte vezes seguidas o que a mesma me considera, sabendo que iria sorrir no final.
Mesmo querendo ser a pessoa pra dar o nome como em 5 a Seco, o amor torna o dia a dia prazeroso e a conquista vira um mero coadjuvante quando ser feliz é o clímax da vida.