Monólogos

9 de dezembro de 2014

Olá meus amores, espero que estejam bem!
Eu faço teatro, e adoro monólogos, e eu tenho certeza que algum leitor ou leitora também, então hoje trouxe monólogos escolhidos por mim. Eu adorei todos. Espero que gostem, xoxo.

  • Meu monólogo interior.
“Olha pra mim, um tanto quanto deprimente. Tão jovem e tão destruída. E não digo destruída fisicamente, mas sim emocionalmente. É triste quando pessoas tão jovens perdem a fé nada vida. E veja só, eu perdi. É triste não ter uma perspectiva. É triste quando se chega ao ponto de viver por viver. E olha pra mim, é isso que faço, vivo apenas por viver.”
  • Ter você
Digo e repito que o melhor que me aconteceu foi você
jogo todos os meus clichês em sua direção
e eu não tenho mais medo da solidão
você me livra dela
nada esta perdido, porque você esta aqui
você é assim
cura as minhas dores,
enquanto vou me deixando levar
não me importo de estar me embaraçando em você
pois ter você, é o nó perfeito

  • Todas As Coisas Que Eu Nunca Consegui Falar Pra Você 

“Eu consigo me ver no futuro sim. Sozinha. Consigo me ver viajando pelo mundo e me encantando por tudo, escolhendo e trocando mil e uma vezes onde quero morar. Fazendo sucesso sendo arquiteta. Visitando meus parentes e amigos no Natal, trazendo novidades e presentes. Projetando minha própria casa. Planejando meu próprio estúdio de desenhos. Vejo meu futuro gato preto, Quimera, se espreguiçar na janela da minha própria biblioteca enquanto Fofo, o husky siberiano que eu quero ter, dorme no andar de cima com as crianças. Eu vejo as folhas do outono se acomodarem no quintal. Eu me vejo com meus filhos e sendo a mãe que eu quero ser, e eu os vejo crescer e ir embora. E me vejo envelhecendo. E eu sei que falta alguma coisa. Mas, eu estou sozinha.”

  • ENTREPOSTO

Num monólogo louco
tento saber teus passos.
Onde estás? em casa? pelas ruas?
Que roupas vestes? O que calças?
Se é que calças.
Brincas e sorris ou te perdes
o olhar no nada?
Pensas em mim ou no etéreo
mundo que nos serve de entreposto?
Se nada mais nos acompanha
e de nada vale esperar,
que me falte a vida e que
seja a última parada,
o entreposto.

Carlucho Vitaliano


  • Monólogo
Gostoso é o nosso
Expressar:
Intimo quente, prazeroso, suave...
Nos lastimáveis momentos
Subitamente nos afastaremos
Para não fustigar as flores
Para não romper as rosas...
Quero enfatizar o amor,
Fantasiar a nossa vida.
Rapidamente não te avisto
Bato-me com os dentes
Faz-me derreter os olhos,
Não conseguindo
Avistar beleza.
E faço a minha vida
Um monólogo
Sombrio sem respostas.

  • Meu monólogo sentimental
hoje, apenas hoje irei falar
sobre aquilo que me causa insônia, e faz o meu interior falar
quando eu me encontrei na verdade eu havia me perdido
sim, me perdido
mergulhei em seu interior
e lá havia todas as palavras estendidas
faladas sobre nós dois
havia uma canção tocando diante daquela imensidão
sim, era a nossa canção
mas entre aqueles inúmeros replays
aquela canção parou de tocar,
você havia apertado o stop
e ali, naquele momento, eu havia me perdido
sim, me perdido
e diante todas as palavras que eu havia me encontrado
foram sumindo pelo espaço,
a nossa música
já não se é cantada mais
a melodia já não soa como antes
a única coisa que peço ao universo hoje
é que faça o meu monólogo sentimental parar

  • Monólogo da adolescente revoltada

Ninguém me entende, todos só reclamam. Fazem perguntas: "Por que tanta roupa preta?", "Como você aguenta criar um gato?" E ainda me chamam de agressiva! Oras, ninguém vê que responder perguntas desse tipo é extremamente irritante? E eu ainda nem falei das margaridas..."Por que cravos? Margaridas são tão mais alegres..." diz a tia. Não gosto de margaridas! Algum problema com isso? Eu gosto de cravos, entende? Também não gosto que dêem opiniões, muito menos que invadam meu espaço.

Um dia aconteceu da minha prima, querida e amada Luiza, entrar no meu quarto. Mexeu em tudo, quebrou minha estatueta do Ozzy Osbourne! Saí correndo atrás dela, ia fazer ela colar aquilo com a lingua! Garota irritante... Então, chegou a mãe dela, dizendo que eu era muito brava, que ela não tinha culpa de nada, era só uma criança e não sabia as consequencias de seus atos... Realmente, ninguém me entende!E quando eu tento expressar meu desagrado, dizem que estou ficando velha e rabugenta...

Por isso eu decidi: hoje eu moro sozinha numa casa na Pensilvânia. Os vizinhos ainda me irritam, mas com o tempo eu faço eles saírem daqui. Pessoas,perguntas,vizinhos,margaridas e tudo mais me irrita, então, será que é dificil de entender? E você, o que está fazendo aí, lendo esse texto? Pára de irritar e vai fazer alguma coisa!

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