Quando você chegou

23 de março de 2017

Quando eu te vi pela primeira vez lá do outro lado da calçada ajeitando seu cabelo e segurando seu copo de café, eu já sabia que você iria bagunçar a minha vida toda. E que essa bagunça não necessariamente seria algo ruim. E pois é, eu estava certa, não foi. Você virou a minha vida de cabeça para baixo, e pra te falar a verdade, eu gostei disso, eu senti uma enorme adrenalina sem se quer estar em uma montanha russa, era notável o aumento da minha frequência cardíaca. Quando eu pude te conhecer melhor ainda e ver o quão incrível você é, foi ai que meu coração apertou e acelerou ao mesmo tempo, confesso que por um momento isso me assustava, eu não queria aceitar a possibilidade de ser amor, mas era. Eu me apaixonei por você, quando você me convenceu a eu me apaixonar por mim mesma. Eu soube que iria dar certo, quando você segurou forte em minha mão e de alguma forma me encaixou em todo o seu futuro já planejado. Você foi o melhor acaso que me aconteceu, com uma decepção atrás da outra eu nunca esperava que apareceria alguém que abalasse todo o meu edifício e ficasse comigo, e surpreendentemente, você ficou, me trouxe amor, paz e alegria, me fez acreditar que amar de novo não é tão difícil quanto eu imaginava, me mostrou que o amor é o sentimento mais puro e inesperado que existe. Obrigada.

Crazy ex-Girlfriend

14 de março de 2017

Rebecca Bloom é uma mulher jovem, muito bem sucedida, mas nada bem resolvida consigo mesma e com sua vida amorosa. Apesar disso, ela é apaixonada pela vida e possivelmente bem louca, tão louca que impulsivamente desiste de tudo, incluindo um cargo super alto em uma firma de advocacia e seu apartamento super chique em Manhattan em uma tentativa desesperada de encontrar ou reencontrar o amor e a felicidade num lugar repleto de romance e aventura: West Covina, na Califórnia, que fica a duas horas da praia, depois de quatro horas de engarrafamento, mas não é porque o Josh tá lá viu?! 
Diferente da maioria das pessoas, eu fiquei super animada e interessada em assistir a série logo quando vi o algo sobre ela pela primeira vez, a ideia da série eu achei super genial, diferente e divertida. Então depois que saiu na netflix, eu decidi assistir. E assisti a primeira temporada em no máximo três dias. A série é simplesmente magnifica, apesar de ser louca, e isso não é uma coisa ruim, a série é muito engraçada, e divertida. A personagem Rebeca Bunch tem é uma mulher com problemas de ansiedade e depressão, um tanto quanto neurótica e obsessiva, isso faz ela ser gente como a gente, uma mulher com problemas reais. Através da música (sim é um musical tipo Broadway, beyonce, madonna) ela demonstra seus sentimentos, como lida com as situações, e como enxerga seus próprios problemas. Na série, podemos ver uma mulher que está completamente perdida em sua vida, apesar de ter uma vida onde as pessoas de fora rotulam como a vida perfeita, mas não, ela toma decisões erradas, está super insatisfeita com a sua vida, faz burradas, as vezes é até vulgar, isso tudo com um humor maravilhoso que a Rachel Bloom, a atriz que interpreta Rebeca e criadora da série conseguiu colocar fazer a série ser maravilhosa com um jeito todo diferente e único. 
Bom, eu não sei o que eu poderia falar mais para tentar te convencer a assistir essa série muito louca mas muito maravilhosa, então por favor, só assiste. E depois vem aqui me contar o que achou tá bom? Beijos.

Entre milhas - O grande dia | Parte II

11 de março de 2017



CONTINUAÇÃO - CLIQUE PARA LER PARTE I 

Um garçom jovem, de pelo menos 1,80m de altura, moreno e da cor do pecado, se aproximou da mesa.

- Olá senhoritas. - Ele sorriu.

- Olá. - Falaram em coral. 

- Não pude deixar de reparar na conversa de vocês. - Ele parecia sem jeito. - Brasileiras, certo?

- Sim! - Tati exclamou com entusiasmo. - E você... 

- Tati. - Cíntia cutucou o braço da amiga. 

- Eu só fiquei curiosa. - Ela deu de ombros.

- Não tem problema nenhum. - Ele sorriu, mais uma vez. - Eu sou brasileiro também, mas estou morando em Portugal faz três anos.

- Nossa! Que demais! – Tati falou com um sorriso no rosto enquanto trocava olhares sedutores com o garçom.

– Nós chegamos em Lisboa hoje e pretendemos ficar por aqui mesmo. - Ela garantiu.

Entre a paquera dos pombinhos Cíntia olhava o menu, de forma atenta.

- Não querendo atrapalhar... – Ela pigarreou. – Mas eu vou ficar, para a entrada, com a Horta da Galinha dos Ovos de Ouro, ok? – Folheou uma página.

- Para o prato principal eu acho que vou escolher... – Fez uma pausa, percorrendo o dedo sobre a página. - Esse aqui, Lombo de Novilho Corado, parece ótimo para mim. - Folheou mais uma página.

- E para beber um Pinot Noir de 2012, por favor. - Ela sorriu convencida.

- E você Tati, o que vai querer? - Cíntia entregou o menu em suas mãos, olhando para a melhor amiga.

- Deus, quanta opção! - Ela riu sem jeito enquanto olhava para o garçom com o canto dos olhos. - Mas vamos lá.

- Eu vou querer esse aqui, Leitão Revisitado. E para beber a mesma coisa que a Cíntia. - Ela sorriu, aliviada.

- Acho que é isso, muito obrigada... - Qual o seu nome mesmo? – Tati perguntou.

- Anotado. – Ele retribuiu o sorriso. - O meu nome é Gustavo e o prazer é todo meu.

Ele falou enquanto olhava para Tati mais uma vez e caminhava em direção a cozinha.

- Você gostou do Gustavo, não é? - Cíntia virou para Tati.

- Eu?! Pareceu que sim? E ficou muito na cara? – Ela perguntou assustada. - Ah amiga, aquele sorriso... É surpreendentemente lindo. 

- Mas é claro que não vai passar de um garçom bonitinho que atendeu a gente, não é? - Fez bico, apoiando o seu rosto sobre a mão.

- Sabia! - Cíntia vibrou. - Está na cara, mas não liga não, está na cara dele também. - Ela piscou para a Tati.

- Duvido! - Ela riu.

Depois de uma hora no restaurante.

- Nossa amiga... Eu tinha esquecido completamente de perguntar, conversou com o Arthur depois da viagem? Como é que vai ser a relação de vocês com a distância?  - Tati falou, olhando a sua amiga.

- Não Tati, ele está offline até agora e não atende as minhas chamadas, deve ter acontecido alguma coisa, não é? – Ela desviou o seu olhar para baixo, tristonha.

- Talvez sim. Talvez não – Ela pegou na mão da amiga. – Mas olha ao seu redor! – Falou com um sorriso no rosto, contagiando a Cíntia.

- Não permita que nada estrague isso. Está bem? - Tati falou.

- Você está certa.  – Ela retribuiu o sorriso.

- Mas e você, depois de término com o Davi,  está pronta para outra? - Completou.

- Quando se trata de amor, acho que estou sempre pronta. - Tati ficou vermelha.

Gustavo se aproximou da mesa para entregar o pedido.

- Olá garotas, aqui está o pedido de vocês.

 Ele colocou os pratos sobre a mesa.

- Obrigada e bom apetite. - Ele sorriu, não desviando o seu olhar de Tati.

- Obrigada Gustavo. - Ela sorriu. - A propósito, eu me chamo Tati. 

As duas terminaram os seus pratos em uma fração de segundos, deliciadas pela gastronomia local. Tati pagou o jantar e foi até o banheiro do estabelecimento. Cíntia esperou do lado de fora enquanto acendia um cigarro.  

- Está fumando de novo? - Indagou Tati.

- Pois é. - Cíntia respirou fundo. - Não gosto quando o Arthur some.

- Eu sei. - Falou.

Tati parou na frente da amiga com um pedaço de papel nas mãos.  

- Mas eu tenho uma boa notícia! - Ela balançou o papel de forma eufórica.

- O que é isso? - Cíntia falou indiferente.

- Gustavo.  - Tati deu um sorriso tímido. - Ele me passou o seu número.  

- Legal. – Cíntia apagou o cigarro com o pé.

- Ele vai nos apresentar Portugal, certo? - Ela falou na tentativa de parecer animada.

E as duas foram para casa tagarelando sobre o Gustavo, o Arthur e o que fariam no dia seguinte em sua nova aventura.

Uma história escrita por duas amigas separadas pela distância e unidas pelo sonho de conhecer o mundo.

Existe afeto sim

6 de março de 2017


Para de fingir que não existe afeto, você sabe que existe. Isso não é legal, não é bom para si mesma e não faz ele te amar mais por isso. Para de querer mudar quem você é, sumir por dois dias inteiros e dar gelo só pra ver se ele vai sentir a sua falta, ou de fingir que está bem quando na verdade não está, ou de evitar de dizer eu te amo quando vai se despedir, é clichê mas pode ser a última vez que vai poder falar isso. Para de querer camuflar quem você é, só porque as pessoas não são como você. Para de querer se esconder nessa onda de desafeto. Você tem que ser você independente de qualquer coisa, se você é amor, derrame amor mesmo, seja exagerada como é, quem tem que gostar de você vai gostar do jeito que você é e exatamente pelo que você é,  sendo um poço de exagero ou sendo um poço de equilíbrio.

Sabe, eu só aprendi que eu preciso ser exatamente quem sou quando eu me vi sendo várias pessoas, por exemplo, com uma pessoa eu me prendia ao máximo pra não ser eu mesma, pra não esbanjar amor, passei a ser fria e como se não me importasse, logo eu. E isso porque essa pessoa me fazia acreditar que o meu jeito era errado. Não era. Com outra, eu parecia louca, ora eu mostrava quem eu sou de verdade sem medo de ser feliz, afeto dos pés a cabeça, ora eu fingia que eu era a pessoa mais fria que essa pessoa poderia conhecer. Por que? Porque ela era exatamente assim, fria, e dentro da minha cabeça se eu fosse tão fria quanto ela, ela não iria embora da minha vida, ela não se assustaria com o meu exagero. 

Foi quando decidi parar de ter medo de ser quem eu sou. Medo das pessoas me acharem louca por amar demais, por me apegar e por perdoar fácil. Medo de se assustarem com a minha intensidade e minha força de vontade quando se fala em amor, de acharem estranho quando, mesmo na dor, eu consigo sorrir. E de ver beleza em lugares que parecem não ter. Com tudo isso eu aprendi que existem consequências de ser você mesma que com o tempo você vai aprendendo a lidar com cada uma delas, algumas pessoas não vão gostar, outras vão te amar exatamente pelo que você é, independente de como elas são. E são essas pessoas que vale a pena ter por perto. 
muito

Estou cansada!

2 de março de 2017

Cansei desse mundo onde ninguém ama ninguém, onde as pessoas são ruins e não se importa nenhum pouco umas com as outras, não se importam se tem um morador de rua com fome e frio na esquina de sua casa, não se importam em ajudar alguém que precise, quando pode. To cansada desse mundo vazio, frio, malévolo, onde é cada um por si e Deus por todos. É um mundo de batalha, semelhante a saga Jogos Vorazes ou o seriado Game of Thrones, as pessoas estão desesperadas pra lutar por si mesmo e apenas, construírem seus próprios impérios e sobreviverem. E então, elas fazem isso a todo custo, independente se for ou não machucar alguém. Desamor desafeto, nome e sobrenome dessa sociedade nojenta na qual nos encontramos. Que pena. Como seria bom se um ajudasse o outro, sem esperar nenhuma recompensa, sem trapacear, só pelo afeto, pelo fato de querer bem ao outro. Que ilusão!
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