Porque eu não vou fazer mais dieta

12 de setembro de 2017

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Imagem via eu sem fronteiras
Eu me decidi que não vou fazer mais dietas, e a gente precisa conversar sobre isso. Desde os meus 10 anos de idade eu vivo em função de emagrecer e de ter o corpo perfeito. Eu deixei de ir em festas por causa do meu corpo, eu deixei de me relacionar por causa do meu corpo, eu deixei de me alimentar por causa do meu corpo. A Ditadura da beleza foi me destruindo aos poucos.

Quando eu tinha 10 anos eu não era uma menina gorda, mas já odiava meu corpo, e em função de odiar o meu corpo e querer ser cada vez melhor, cada vez mais eu engordava. Sabe porque? Porque dietas são restritivas, se eu for listar aqui todas as dietas que eu já fiz na minha vida com certeza não vai caber somente nessa postagem, são muitas, dentre elas as mais famosas: Dietas dos grupos ana & mia: Dieta do ABC, Dieta Perdida, Dieta do Limão, Dieta da Boneca. Dieta Dukan, Low Carb, Dieta da Sopa, Dieta do leite de soja, sim, eu fiz uma dieta que só tomava leite de soja por inúmeros dias, e foi nessa dieta que eu mais passei mal. Tudo bem, foram várias dietas restritivas para emagrecer e eu ter o corpo que diziam que era o corpo certo, o famoso padrão corporal que a mídia e a sociedade nos bombardeiam o tempo todo. Eu não posso ser moralista e falar que nenhuma dessas dietas não emagrecem, porque sim, elas emagrecem, e sim, em algumas delas os resultados são imediatos, mas depois, terá o famoso efeito rebote, o efeito sanfona e etc, você emagrece e engorda, emagrece e engorda, e não vale a pena. 
Foram fazendo essas dietas que eu cheguei na obesidade, e passei a odiar o meu corpo cada vez mais. Se eu não tivesse crescido com a pressão estética, fazendo dieta desde tão nova e consequentemente tendo compulsões alimentares, hoje meu corpo seria completamente diferente.

Em todos os esses anos de dieta eu tive compulsão alimentar, e até cheguei a ser diagnosticada por um psiquiatra, e acabei sendo medicada pelo mesmo. Compulsão alimentar é uma doença que a maioria das pessoas que fazem dietas restritivas vão ter, e por isso não vão conseguir alcançar em paz as suas metas. 
Todas as vezes que eu tive episódios de compulsão eu me culpava extremamente, era como se eu fosse incapaz de fazer qualquer coisa na minha vida, eu sentia que eu não era forte o suficiente, que eu não tinha força de vontade o suficiente. 

Foi ai que eu comecei a entender que não era culpa minha, que restrição alimentar gera compulsão alimentar, eu entendi que eu não deveria colocar o meu corpo em estado de privação, que eu deveria ter uma alimentação consciente e antes de mais nada passar pelo processo de aceitação e amor próprio. Comecei a entender que a minha forma de ver e lidar com a comida deveria mudar, e foi ai que eu percebi que quando estou equilibrada eu não tenho episódios de compulsão, quando me encontro em desiquilíbrio é completamente diferente, eu acabo tendo muito mais compulsões e tenho vontade de devorar tudo que eu vejo pela minha frente, e eu não fico nenhum pouco feliz comendo quando estou em compulsão, eu não sinto o gosto da comida, eu me apavoro, me sinto a pior pessoa do mundo e eu tenho vergonha de mim mesma. Então eu me decidi eu não vou fazer mais dieta, eu não vou mais contar as calorias, eu não vou mais restringir alimentos, eu não quero pensar na comida como o fator principal da minha vida, apesar dela ser de extrema importância, mas é apenas algo do meu dia a dia, não pode ser tudo. Eu escolhi me alimentar conscientemente, comer o que eu tenho vontade, mas sobre tudo comer o que faz bem para o meu corpo, fazer o possível pra me manter em equilíbrio e me conectar comigo mesma.  Eu quero sim emagrecer, mas eu não quero emagrecer de uma forma desesperada, ter isso como a realização da minha vida, e sim como a consequência de me alimentar bem. Não emagreça por estética, emagreça por saúde.

Toda vez que você tenta fazer uma dieta e não conseguir, a culpa não é sua, é somente o teu corpo respondendo. Não tem a ver com falta de vontade ou indisciplina. 

O que aconteceu comigo

9 de setembro de 2017

Ψ
Quem acompanha o blog, talvez tenha percebido que faz alguns meses que não posto regularmente aqui e nas outras redes sociais, como faço isso sozinha e aconteceu tantas coisas que me fizeram deixar um pouco de lado tudo que amo fazer, estou voltando aos poucos, e com isso pensei em contar para vocês algumas das coisas que aconteceram comigo nesses últimos meses.

1 - Quem me conhece ou lê meu blog, sabe que estou no processo de autoaceitação, de autoconhecimento, e de amor próprio, e se tem uma coisa que eu posso dizer, é que não é fácil, são lutas diárias que temos que enfrentar, a cada dia consigo enxergar evolução em mim, todos os dias eu me supero e a cada dia estou mais feliz por eu ser exatamente quem sou, por eu ter exatamente o que eu tenho. Aceitando os meus defeitos, as minhas gordurinhas a mais, manchas, estrias, e me esforçando para melhorar como pessoa. E nisso tudo também entra a gratidão, são exercícios diários que estão me ajudando muito, ser grata por tudo e por todos, entender que tudo tem um porque. Só agradece.

2 - Estou fazendo parte de uma oficina de teatro gratuita aqui na minha cidade, vocês não fazem ideia da minha felicidade por ter dado certo, já fazia um bom tempo que eu estava a procura de algum curso mais em conta ou gratuito. A primeira aula foi quarta feira passada e foi demais, a professora é incrível, eu já a admirava pelo seu trabalho, ela é uma artista maravilhosa. Os alunos são super divertidos, somos um grupo muito diversificado, um diferente do outro, cada um com seu jeitinho, mas todos conectados por um só motivo: Arte. Tenho certeza que será incrível. 

3 - Trabalhei fixo em uma empresa por 4 meses, e se eu não me engano fazem duas semanas que pedi demissão. Estava limitada em viver minha arte, em fazer tudo que amo. A rotina estava tirando de mim tudo que era bom, não vou mentir, foi uma decisão muito difícil, afinal era um trabalho estável ao fim do mês tinha um salario que dava pra pagar as contas e comer umas besteiras nos fins de semana. E troquei por algo totalmente incerto pela arte. Não sei até quando, não sei se realmente vou conseguir viver da arte, conseguir pagar minhas contas fazendo o que eu amo, mas eu espero que sim

4 - Conheci pessoas incríveis, o trabalho que citei acima me trouxe pessoas maravilhosas, que eu sempre vou guardar no meu coração. Fiz uma amiga lá que eu pretendo levar para a vida toda, sabe quando é de alma? Então, é exatamente disso que estou falando. E a vida me trouxe pessoas maravilhosas nesses últimos meses, algumas que estão presentes todos os dias, outras que entraram na minha vida e já se afastaram por algum motivo, seja a rotina ou as circunstancias, mas sobretudo pessoas que me ensinaram algo, que me fizeram bem e que eu sou muito grata a elas.
Os meus dias foram e tem sido intensos, cheios de gratidão. Com certeza resiliência é a palavra que descreve a minha vida, mas principalmente esses últimos meses. Aconteceram coisas boas, assim como aconteceram também coisas ruins, e acima de tudo tive muita fé, e fui otimista em todas as situações. Afinal, como eu costumo dizer sempre, tudo passa.

Resenha filme Amor.com

4 de setembro de 2017

Katrina (Isis Valverde) é uma famosa blogueira de moda que dita tendências no mercado brasileiro através de seus populares vídeos na internet. Já Fernando (Gil Coelho) é um geek, vlogueiro de um canal de videogames que ainda não é muito famoso, mas que já está fazendo um certo sucesso. Quando os dois se conhecem, em uma situação complicada, acabam se apaixonando e o romance dos dois vira "febre" na internet, uma febre que eles vão precisar controlar se quiserem que esse romance vá para frente, equilibrando o mundo real e o virtual.

Desde a primeira vez que vi o cartaz do filme no cinema daqui da minha cidade, fiquei muito interessada em assistir, apesar de imaginar que não fosse tão bom, talvez seja pelo fato de eu não ter gostado muito de Internet o filme. Mas para a minha surpresa a minha opinião sobre o filme foi completamente diferente.

Vivendo em dois mundos completamente diferentes, Katrina e Fernando se conhecem quando ele salva a vida de Katrina com suas habilidades, quando seu ex paquera infantil resolve enviar nudes para todos os seus contatos, uma situação horrível que iria destruir a sua reputação na internet e sua vida social, se não tivesse a ajuda de Fernando.

O filme é um romance super leve e descontraído, apesar de focar muito no relacionamento de Katrina e Fernando o que é ótimo, o filme também nos faz refletir sobre muitas coisas importantes sobre a internet e a percepção de que quem produz algo na mesma, por exemplo Katrina em um momento do filme disse: Não deixe que seu coração seja abafado pelo ego. A química entre o casal é incrível e facilmente sentida por quem está assistindo o filme, conseguem fazer com que a gente sinta o amor que sentem um pelo o outro. Amor.com é aquela opção perfeita para assistir no dia dos namorados. Eu particularmente gostei muito do filme, e acredito que vale a pena assistir. Lembrando que o filme está disponível na netflix.

Um corpo é só um corpo

28 de agosto de 2017

Pensa em uma mulher dentro do padrão de beleza imposto pela mídia e pela sociedade. Então, eu nunca fui e nunca vou ser como essa mulher e eu ainda não consegui aceitar completamente esse fato. Aliás, muitas mulheres ainda também não conseguiram... não aceitam o simples fato de serem diferentes, de serem únicas. A sociedade diz tanto que devemos fazer parte de um padrão de beleza que na verdade é incansável... Já percebeu que é raro ouvirmos essas mesmas pessoas impor empoderamento, a força para as mulheres e incentivando nadar contra a maré de manequins 38? De fato, a sociedade é tão louca e tão vazia que não se importa se somos mulheres vazias e mal amadas por nós mesmas, fazendo parte do padrão de beleza, está tudo bem. Mas já chega! Eu não quero mais ser essa mulher, eu não quero mais estar dentro dos padrões de beleza da sociedade, eu não quero ser perfeita! Eu só quero ser mulher, com todos os meus defeitos, quilos a mais, manchas, cabelo com pontas duplas, celulite, estrias entre outras perfeitas imperfeições. Depois de sofrer tanto com a ditadura da beleza, tentando ser o que eu nunca seria, hoje eu só quero ser eu mesma, eu não quero mais ser como a modelo da capa da revista, como a blogueira fitness, eu não quero ser como a atriz da globo, eu só quero ser eu mesma, sem medo, sem cobrança, aceitando tudo em mim, enxergando que eu sou linda da minha forma e todas as outras mulheres também, e que a beleza de uma outra mulher não significa a ausência da minha. Eu estou aprendendo a não querer ser somente uma mulher bonita, mas antes de mais nada ser uma mulher inteligente, forte, empoderada, que tem amor próprio e que não precisa mais se encaixar para se aceitar, para se amar. Comece uma revolução, comece a se amar.

A dificuldade de se amar

20 de agosto de 2017


Sabe porque a gente não se ama? Porque desde a barriga de nossas mães nos fomos ensinados a não nos amar. Desde o inicio alguém impôs um padrão de beleza, e então todos aqueles são diferente desse tal padrão, estão "condenados" a sofrerem até se amarem. E porque? Porque para uma sociedade inteira mudar de opinião, não é da noite para o dia, não é uma tarefa fácil e sim um trabalho diário. E esse trabalho começa com nos mesmos, em nos aceitarmos, aceitarmos que somos diferentes, que nenhum corpo é igual ao outro, que temos cabelos, cores, e sabores diferentes. E sobretudo entender que esse é o gostoso da vida, sermos todos diferentes, não encontrarmos ninguém igual a nos, já parou para pensar o quanto isso é incrível? Pode até ter pessoas parecidas, mas ninguém igual. Ninguém tem seus trejeitos, ninguém sorri como você, e a sua risada? Ela definitivamente é única, e o jeitinho que você mexe no seu cabelo? Eu nunca vi ninguém fazer igual. Se ame, se liberte, se olhe no espelho e goste do que vai ver, aceite todas os seus defeitos e falhas, alias, quem foi que disse que são defeitos? Não nos amamos porque a gente se vê com os olhos dos outros, e não com os nossos próprios olhos.
AMOR PROPRIO
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